Quem me conhece sabe que desde que o tal Robinho "nascimento" apareceu, eu sempre disse que era um engodo, uma forçada de barra, uma farsa. Mas lá foi o Robson jogar no Real Madrid, levado por Wanderley Luxemburgo. Chegou lá com ar de super-craque, não se tratava apenas de um bom jogador (ou mesmo razoável), mas do herdeiro da coroa de Pelé. O próprio rei gostava de forçar a comparação exagerada. No primeiro treino, os companheiros de time aguardavam ansiosos pela honra de jogar com o príncipe da Vila Belmiro. Lembro que Raul, sem desmerecer a habilidade do garoto Robinho, disse, "ele é habilidoso, mas eu sou mais rápido do que ele". Rápida também foi a passagem de Robinho pelo time galáctico. Seguiu depois para Inglaterra, para liderar o Manchester City numa de suas piores temporadas. Voltou para o Santos, hoje está no Milan, graças ao brasileiro Leonardo. O eterno garoto Robinho hoje já não aparece tanto na mídia. Esqueceram-se do herdeiro do rei Pelé, Robson foi destronado por outra farsa, que atende pelo nome de Neymar.
A primeira vez que vi Neymar jogando foi contra o CSA das Alagoas, no Trapichão. Na época, ele tinha uns 16 ou 17 anos. Não jogou nada. Simplesmente não entrou em campo. No jogo de volta, pela Copa do Brasil, o glorioso CSA eliminaria o Santos do "novo Pelé" na Vila Belmiro.
Posso errar, mas nesse momento aposto todas as minhas fichas, da mesma forma como fiz com Robinho: Neymar não é e nem nunca será um craque, alguém que deixe sua marca no futebol mundial, como deixaram Pelé, Maradona, Zico, Romário e Zidane.
E aí, capitão Nascimento, o que o senhor acha? "Robinho e Neymar? Jamais serão!!!".
O vídeo abaixo é que para que recordemos o que é um craque, coisa rara no futebol brasileiro de hoje.
1 comentários:
Rapaz, eu achei a sua argumentação acerca da necessidade de se fazer ídolos no Brasil como forma de apaziguar o sentimento nosso de inferioridade, fantástica.
No entanto, acredito que nunca houve de verdade um ídolo. Todos foram criações das mídias no presente contexto, assim como foram criações através dos mitos ritualísticos em tempos antecedentes.
O que eu acho é que a humanidade sempre necessitou que um de sua espécie se tornasse referencial para ela. Portanto, não existe idolo, e sim, um personagem social na hora e no contexto preciso.
É por isso que eu acho que nem Neymar, nem Pelé, nem Jesus Cristo, nem Eistein podem ser considerados OS MELHORES, OS ETERNOS.
Muito bom o texto.
Vinícius Rodrigues (Vina) Professor de sociologia do IFAL Campus Piranhas.
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